... mas é sempre o que acontece na vida: imaginamos representar um papel numa determinada peça e não percebemos que os cenários foram discretamente mudados, de modo que, sem saber, devemos atuar num outro espetáculo.
Milan Kundera
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
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Sábado, 17 de Maio de 2008
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Porto Alegre é demais
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Copenhague
O lugar em que vivo... Copenhague parece sempre nova, constantemente alegre. Com sua multiplicidade de cores, é uma cidade cheia de arte, oferecendo parques e jardins, assim como espaços alternativos, onde o caos e a ordem se misturam. Vou trilhando por estas ruas bonitas e bem cuidadas. Aqui nada é monótono e a vida acontece em cada esquina e é celebrada prazeirosamente. As pessoas são felizes, autênticas e bem humoradas. Autenticidade é um jeito de ser: é uma postura, comportamento. Os dinamarqueses são marinheiros natos, de olhos abertos para o mundo e para o futuro.
Copenhague - rodeada de mar - é metrópole palpitante, cosmopolita. Sua atmosfera de cidade portuária estimula para criar e produzir. Designers, poetas, jornalistas, engenheiros artistas e todo um povo de profissionais talentosos reinventam a cidade todos os dias, tornando-a atraente para o mundo. Copenhague é o palco de realizações da vida cotidiana de suas gentes, o espaço que lhes cabe e em que é aceito – a cidade de cada um... e minha também.
Enchi meu cesto com frutas e verduras, com boas vibrações e fortes energias. Comprei um buquê de tulipas vermelhas para enfeitar minha casa. Vejo-me, assim, a passear pela capital da Dinamarca, tingida de luz nesta primavera morna e festiva. Muitas vezes me pergunto como foi que a vida em trouxe para esta cidade. Na verdade, não sei... Sei apenas que continuo, por ela, irremediavelmente apaixonada.
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Lugares
Fotografia: Entardecer em Laguna
Maria de Fátima Barreto Michels
Sigo passo a passo, vagarosamente. Percorro ruas e largos. Vou por um atalho e cruzo todos os caminhos possíveis. Entro nos bares, tomo um café e observo as pessoas. Sinto o ritmo das coisas e o pulsar da vida. Assim, meu trajeto já não é mais tão estrangeiro. Criei laços, ainda que tênues. Por alguns dias, prossigo minha jornada e coleciono experiências. Guardo-as cuidadosamente em meu alforje.
Contudo, é preciso saber apreciar uma outra civilização, seus usos e costumes. Este processo já inicia em nossa pequena aldeia. Se não valorizarmos o país em que nascemos, jamais estaremos aptos para ver outros mundos. Nele, há muitos caminhos para peregrinar... O espaço que nos cerca é um lugar não muito longe, mas singularmente belo.
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